A Cidade dos Anjos - Los Angeles

Patrícia Rosado

10 Dezembro 2018

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A Cidade dos Anjos – Los Angeles

A Cidade dos Anjos – Los Angeles

Los Angeles é uma cidade tão grande que dois dias são um absurdo para achar que conheci a cidade. Escolhemos alguns pontos que gostaríamos de ver – para além de Santa Mónica Pier que fez parte da viagem, colocámos no google maps, olhámos para os pontos e até nos assustámos: 15 a 20km entre pontos turísticos? Mais de 1 hora para chegar de metro entre eles? De loucos mesmo.

Santa Mónica Beach

Após passearmos em Santa Mónica, que é um passeio até bastante romântico e não é clichê, seguimos para a downtown da cidade. A downtown é onde estão edifícios como o Walt Disney Concert Hall e, logo ao lado o The Broad, só por fora valem a pena, pela sua arquitetura e geometria. Logo bem perto podemos ver o famoso Mercado Central, que tal como em Lisboa ou Madrid, hoje em dia podem petiscar por lá (e não são só hamburguers e coca-cola) e o Angels Flight, que foi recuperado este ano. Melhor que estes pontos super conhecidos foi a dica que um Angelino nos deu: subir gratuitamente ao último piso do edifício da câmara municipal (note-se que nas outras cidades paga-se em média 8-12 US) e ver a vista de Los Angeles a 360º. Foi fantástico. Chegámos ao pôr-do-sol, vimos o sol a cair ao fundo no horizonte, a noite a chegar e os edifícios a mudarem as suas cores. E éramos apenas uns 5 ou 6 lá em cima, foi um final de tarde sobre Los Angeles quase exclusivo.

City Hall View

Ainda nesse dia à noite fomos ao observatório de Griffit, que foi em tempos um observatório e atualmente é um museu temático, gratuito, sobre o universo e a observação do mesmo. Sendo num ponto alto da cidade é outra oportunidade para ver as vistas. Los Angeles é uma das maiores cidades da América, só para terem uma pequena noção tem quase 4 milhões de habitantes e 1300km2, comparando com Lisboa que não passa dos 506mil habitantes e 100km2 e normalmente já achamos que é um caos. Uma coisa triste e que me chocou foi a quantidade de sem abrigos na cidade, dizem rondar os 60mil (nada mais que 2 vezes a população da cidade da Guarda), e de facto é visível este número assustador: por todo o lado há pessoas deitadas na relva, nos bancos e até mesmo com verdadeiros acampamentos na cidade. Pelo que percebi em conversa com americanos, há apoio aos homless, contudo para entrarem nos programas de apoio é necessário cumprir inúmeras regras e muitos deles não querem estar sobre regras e disciplina.

Griffity Observatory

The Broad

Bom, Los Angeles é também a cidade dos murais e aproveitámos para procurar alguns e tirar umas fotografias. Acabámos por passear em bairros cheios de estúdios, um pouco ao acaso, mas cheios de estilo e arquitetonicamente interessantes. Hollywood não foi propriamente um local que déssemos prioridade, lemos algumas críticas que diziam ser apenas um local fancy e, portanto escolhemos um miradouro apenas para ver de mais perto das famosas letras e tirar mais umas fotografias.

Hollyhood Sign

Los Angeles não foi a minha cidade preferida mas precisava de muito mais tempo para a sentir. Achei caótica pela sua grandeza, um trânsito louco. Ao que parece a maior parte dos angelinos usam o carro como transporte diário, pois os transportes públicos não têm muito boa fama (usámos o metro e não temos razão de queixa). Temos as praias, de facto, muito bonitas e espaçosas (talvez as melhores da costa até San Francisco para fazer efetivamente praia), os arranha céus, Beverly Hills, Disneyland, Hollyhood, os estúdios de cinema. Há mil e uma coisas para nos perdermos por ali.

Los Angeles Murals

Não tinha intenção de escrever um único artigo apenas sobre Los Angeles, mas é uma cidade que vale a pena e acabei por ter dificuldade em resumir num parágrafo tudo o que senti naqueles dois dias. Não conseguimos contactar com muitos angelinos mas, também vos digo que não é fácil. A Califórnia está cheia de sul americanos, e ouves mais espanhol nas ruas e nos transportes que propriamente inglês. Se não te safas com inglês, confia no teu espanhol e arrisca. Não vai ser difícil.

 

Deixámos para trás a Route 66 e Los Angeles e seguimos pela Highway 1 até San Francisco.

 

Até Já,

Patrícia