Uma paixão chamada 'viagens'

Patrícia Rosado

15 Novembro 2018

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Uma paixão chamada ‘viagens’

Uma paixão chamada ‘viagens’

Quando somos pequenos tendemos a olhar para o futuro e projetar sonhos e ideias que nos parecem longínquos; tendemos a imaginar-nos de formas que nunca chegam a acontecer: bons empregos, boas carteiras, casas de sonho, filhos aos 25 anos, viagens de filme. Pelo menos, eu era assim.

Nasci numa família modesta e humilde. Nunca nos faltou nada lá em casa mas, viajar era um luxo ao qual não tínhamos alcance, por isso, tanto eu como os meus irmãos olhávamos para a televisão com entusiasmo, lançávamo-nos naquela caixinha e imaginávamos como seria bom se pudéssemos conhecer o mundo. Viajar parecia coisa de quem tinha muito dinheiro e assim ficava apenas o sonho.

O tempo passou e a verdade é que assim que comecei a ganhar o meu primeiro dinheiro comecei a investir nesse sonho. Percebi que viajar não era coisa de gente rica, ou melhor, não precisava de ser rica para o fazer.

Hoje já passei por vários países, por diferentes culturas e, mais do que enriquecer de forma simples a minha cultura, viajar ajuda a conhecer-me melhor, a encontrar-me e também a valorizar as pequenas coisas. Sabem aqueles sorrisos simples de criança entusiasmada? Viajar trás essa criança que temos dentro de nós e volta a lembrar de que os sonhos são possíveis de ser conquistados.

Este ano escolhemos uma viagem daquelas que se fazem apenas uma vez na vida: atravessar a América pela histórica Route 66 e, ainda lhe acrescentamos uma passagem de 3 dias por Nova York e a costa da Califórnia de LA até San Francisco.

Porquê a América? Bom, sabem aquela sensação de vermos nos filmes cenários que parecem apenas de filme? A vontade era essa, entrar nesses mesmos filmes e depois a curiosidade pelo desconhecido, por um país do tamanho de uma Europa, mas viajado de carro de lés a lés.

Para além destes quilómetros de carro e avião, nada melhor que umas boas corridas para conhecer as cidades, gravar no meu histórico de treinos uns quilómetros ‘nas Américas’ e mesmo na Route66. Nós, os atletas ou runners, temos destas coisas, gostamos de sentir as cidades através de uns quilómetros pelos parques, pelas costas, pelas estradas que os atletas locais usam no seu dia a dia.

Vou relatar por aqui um pouco da minha experiência e vivência, não como blog de viagem da como quem vive os seus sonhos e paixões.

 

Até já!

Patrícia

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